Não sei os outros como fazem, mas para mim domingo não é propriamente dia de descanso. A cabeça não pára, repassando assuntos, fazendo planos, traçando metas, verificando tarefas. O mutirão continua, até tarde da noite. E tem ainda esta coisa minha, de querer ajudar todos que precisam. Tento agir sempre com correção, ser sincero, expor minhas idéias de forma verdadeira e sincera, ajudar no que for possível, dentro da decência e da legalidade.
Os limites da política são tênues, eu sei agora.

Ah, antes que eu esqueça: na outra semana, o meu pinheiro caiu! Uma árvore linda, mais de 15 metros de altura, que ficava numa casa que eu tenho ali na Rua Bolivar! Tivemos que chamar o Resgate para tirar o pinheiro! E o pior: ele caiu na casa que faz fundos com a minha. E quem mora lá é o Zé Henrique Coelho, que por coincidência é o primeiro suplente do PPS, o meu partido! Juro que não há nenhuma questão partidária nem ideológica envolvida. Trata-se apenas de uma questão ambiental… Que pena, vou sentir falta do meu pinheiro…

Não tem descanso no fim de semana. Fazemos um mutirão para ajudar meu pai a organizar os milhares de papéis e documentos que ele juntou a vida toda.Um pouco da História de Santos está lá. O dia inteiro. Bem, falta tempo até para escrever no blog…

Depois a gente conversa mais.

Apresentei requerimento interessante: que todas as escolas estaduais de Santos tenham salas inclusivas, com professores treinados a interpretar a linguagem de sinais. Em outro trabalho, pedi o mesmo para as escolas municipais. Foi um pedido de uma jovem mãe, que batalha muito pela educação da sua filha, que é deficiente auditiva. Tenho um imenso prazer em fazer requerimentos assim.

No pedido, uma sugestão: que as classes sejam separadas por tipo de deficiência, ou seja, auditivas com auditivas, mentais com mentais, etc. Isso inclusive facilitará o trabalho dos professores e o entendimento das próprias crianças.

A Educação e o reforço aos direitos individuais são a base para a diminuição das desigualdades.

Viram como de vez em quando eu até falo sério?

Recebo mensagem do Dr. Messias, feliz da vida com o resultado da reunião no Ministério Público. Pôxa, que gratificante… Atendo pessoas agendadas e penso como é grande a quantidade de problemas que as pessoas enfrentam nessa vida…A editora da Revista da Associação dos Cirurgiões Dentistas liga reclamando o texto da minha coluna (“Recado do Dr. Braz”). É para ontem. O Lane me pergunta qual o assunto. Não sei, precisamos pensar. E rápido. E tome correria! E vem a Sessão da Câmara, me esforço demais para convencer a maioria a votar a favor do meu projeto que obriga a instalação de bicicletários. Acho que discursei legal. Ufa!, foi por pouco… O Luigi Di Vaio, o repórter que escreveu aquela matéria dos bocejos, anda pelo Plenário conversando com os Vereadores: está fazendo o que ele criticou, impedindo a gente de prestar atenção em quem fala! Aproveito e mostro para ele uma matéria de página do Globo, mostrando as causas médicas do bocejo. O título é: “O bocejo é contagioso”. Acho que ele não gostou muito… Um dia ainda vou escrever um livro chamado “Minhas batalhas com a Imprensa. E olha que trabalham no meu gabinete quatro jornalistas, hein… Ei, pessoal, nada de corporativismo, falei?

Primeiro, o Consultório. Depois, conversas na agência de publicidade. Depois, reunião de Gabinete. Como sempre, fora do gabinete, logicamente. Não deu para discutir nem a metade dos assuntos pautados. A Assessoria definiu as férias de cada um. Depois, saio correndo para a missa de sétimo dia do pai da Maria Alice Antunes, que é da Comissão Executiva do PPS. Termino o dia cansado pra valer. Político sofre…

Entrevista para a TV Santa Cecília, logo de manhãzinha, na minha casa. Querem saber sobre a Audiência Pública de hoje à noite, quando a Associação Vila Rica vai falar sobre segurança privada. Sei não, acho que normalmente me saio bem falando para a televisão, melhor do que discursando no Plenário da Câmara. Por que será? Freud explica? Ou será que o seo Nelson, meu pai, explica?

À noite, na Audiência, o Comandante do 6º BPM-I, tenente coronel Sérgio Del Bel, logo de cara jogou água fria em todo mundo. Pessimista, disse que a vigilância privada é proibida e que nem sabia o que estava fazendo lá. Pegou pesado… Fui obrigado a responder, não é legal ninguém desrespeitar uma Audiência Pública feita na Casa do Povo. E o assunto, diante do clima de insegurança em que vivemos, é mais que oportuno. Discute daqui, reclama dali, o Sindicato dos Vigilantes contestou, mostrando que existe lei autorizando e disciplinando a segurança privada. No dia seguinte, recebi um fax com a cópia da lei. Legal foi o convite para que a Associação Vila Rica participe da próxima reunião do Conselho Municipal de Segurança.

Eu entre o César, Presidente da Associação Vila Rica, e Fábio Ballerini

Trabalho é o que não falta. Passo a manhã no Gabinete e no início da tarde vou ao Ministério Público, junto com o historiador Valdir Rueda. O assunto á a lei que determina que qualquer obra pública no Centro Histórico deve ter o acompanhamento de um arqueólogo. Só que a lei, de forma totalmente incompreensível, privilegia um instituto só. O promotor do Meio Ambiente, Dr. Daury, concordou com a mudança da lei e deu prazo de 60 dias para que a Prefeitura envie uma nova lei à Câmara, democratizando o acompanhamento. Uma grande vitória!

À noite, na Sessão da Câmara, apresentei um pedido para que o Município tenha um número bem maior de fiscais ambientais, principalmente para cuidarem dos graves problemas de poluição sonora. Pedi também um centro esportivo na Vila Mathias e a instalação de câmeras de vigilância no Jardim Botânico, aonde ainda acontecem muitos roubos e assaltos.

Na hora das discussões, fui o único - além do autor – a votar a favor do projeto do Ademir Pestana, que em resumo dizia que o vereador que pedir verificação de presença já é considerado presente, automaticamente. Normalmente, quando querem esvaziar a Sessão, o vereador pede e vai saindo do Plenário. Ora, se ele estava presente para pedir, como pode estar ausente? É uma questão simples de lógica…Parece até lei da Física: um corpo não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo! Mas a maioria parece que não concordou e rejeitou o projeto. Oh, vida difícil…. Serão os bens intencionados incompreendidos?

Durante várias semanas os jornais do País todo discutiram a questão do voto secreto, por causa do Renan Calheiros. Voto secreto não é democrático, o Congresso deve ser sempre transparente, dizem. Certíssimo. Por isso mesmo é que é muito legal atestar que o voto secreto foi abolido na Câmara de Santos, de forma pioneira, nos anos 90. Viram só? Outra notícia: a Soninha, vereadora do PT em São Paulo, apresentadora da ESPN, ex-VJ da MTV, vai entrar para o PPS, pretendendo ser candidata a Prefeita. Grande PPS! No mínimo, será uma candidatura alternativa das mais interessantes…

Mais jornal: no “Estadão”, o jornalista Carl Bernstein, aquele do Watergate, diz que é perfeitamente possível existirem políticos bem sucedidos e que sejam honestos ao mesmo tempo: “Acho por exemplo que caracterizar de desonestas muitas das pessoas que estão concorrendo à presidência neste momento é injusto. É muito fácil espalhar termos como este por aí. Acho que neste momento temos uma presidência anômala, que é um desastre, catastrófica, um presidente que não é suficientemente confiante, que não respeita a verdade. Isso não significa que todos os políticos são desonestos”, ele disse, falando do Bush.
Isso tudo dá uma bela discussão, não dá?

O jornal O Globo publica reportagem de página inteira dizendo que a representação de fatos históricos virou febre na Europa, transformando-se em grande e divertida atração turística. Pois é, vou mandar a matéria para o Carlos Pinto, Secretário de Cultura, que já deve estar cheio de tanto que eu insisto com ele para fazer de novo (e de novo, e de novo…) a representação sobre a vida de José Bonifácio nas ruas de Santos…

Hoje é dia de jogo em São Paulo. Vou no carro do Adelino Rodrigues, ex-vereador, que joga no meio de campo. As más e mesmo as boas línguas dizem que o nosso time está muito desfalcado porque o Jama não vai. O Jama foi aquele que, no primeiro jogo, chutou o vento na hora de fazer o gol da vitória…

Seja como for, o resultado foi um três a um. Para eles, claro…

Foto tradicional antes do jogo no Pacaembú

Aonde estão os homens de bem desta terra? Quem ainda se oferece como voluntário? Estamos precisando urgentemente confirmar a presença de jogadores para o nosso time, para defender as gloriosas cores da Câmara Municipal de Santos no jogo de amanhã, em São Paulo. Será que não tem gente suficientemente sonhadora para jogar no Pacaembu? É o Pacaembu, gente…. Por falar nisso, empate tem revanche? Sei lá, mas vamos lá… Falando sério, a Prefeitura anunciou que a Ministra Marta Suplicy vai dar verba para a instalação do Restaurante-Escola, que ficará na Estação do Valongo. Notícia que me deixa muito, mais muito contente mesmo: desde o início do meu mandato insisto com a Prefeitura sobre isso, recebi algumas respostas oficiais, dando conta de que estavam sendo feitas consultas a algumas organizações, que assumiriam o Restaurante-Escola, para que jovens carentes possam aprender uma profissão legal, com muitas oportunidades de trabalho. Só que eu achava que o local ideal seria na área do Mercado Municipal, junto ao Restaurante Popular. Mas tudo bem: este é o tipo de coisa que, quando dá certo, deixa a gente pensando que vale a pena ter um mandato político, apesar de todos os problemas…

Olha só: à noite, fui ao PPS, o meu partido, receber os novos filiados. Entre eles, o Adelino Rodrigues, ex-vereador. A nossa chapa de candidatos a vereador para o ano que vem está ficando muito forte. O problema é, que de maneira geral, a maioria dos partidos está montando chapas fortes. Vai ser difícil….

Outro dia o Adelino falou assim para mim: “Reza para eu não me eleger, porque senão você vai perder o seu assessor…”.

CITADO MAIS UMA VEZ POR ESTE BLOG, O ASSESSOR SOLICITA MAIS UM DIREITO INFAME DE RESPOSTA.
A quem interessar possa: como tenho certeza de que ambos os dois conjuntamente se elegerão, comunico minha firme intenção de requerer aposentadoria precoce… Ah se eu pudesse e o meu dinheiro desse…( frase lapidar e histórica de autoria da filósofa do gabinete, Ivone Brasil).

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